Bolsas de zíper que abrem, fecham, se desfazem... Ou de lona, igualzinha ao pacote do biscoito Globo - o mais charmoso e famoso do Rio de janeiro. Uma em forma de claquete, outra cheia de fotos... Ou então de jeans com joaninhas aplicadas. Com certeza você tem ou já viu alguém passeando pelas ruas com alguma das criações de Joana Pegado.
Sua relação com a moda apareceu quando elaborava o projeto final do curso de graduação, a ser apresentado na universidade. Descascando uma laranja, percebeu que poderia fazer alguma coisa com a forma da casca. “A minha proposta inicial era explorar a transformação do bi para o tridimencional, mostrar como pequenas mudanças num mesmo molde podem alterar radicalmente o resultado final.”. Aparecia então, seu primeiro trabalho: a bolsa Laranja.
Quando concluiu o curso de Desenho Industrial da PUC-RJ, Joana já tinha proposta para trabalhar numa grande fábrica. Trabalhou bem pouco tempo, pois esse não era o sonho da jovem recém formada. Com o primeiro salário, comprou uma máquina de costura industrial e começou a fazer bolsas. Logo de início lançou as bolsas que viraram uma verdadeira coqueluche: de plástico transparente com caixinhas de chicletes, vasinhos de flor, margaridas e o que mais desse na telha.
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